PSQ Portas e Janelas de Correr de Alumínio

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AFEAL fecha parceria para apoio à competitividade das indústrias do setor

Na última quarta-feira, 27 de setembro, membros da diretoria da AFEAL participaram de uma apresentação do PROCOMPI – Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias. A reunião foi promovida pelo Siescomet Sindicato da Indústria de Esquadrias e Construções Metálicas do Estado de São Paulo, na sede da Fiesp, em São Paulo.

O projeto é uma parceria entre a Confederação Nacional da Indústria – CNI e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, que tem como principal foco elevar a competitividade das empresas industriais de menor porte, por meio do estímulo à cooperação entre as empresas, à organização do setor e ao desenvolvimento empresarial e territorial. Por meio de projetos submetidos por federações estaduais de indústrias e unidades do Sebrae, grupos de empresas de pequeno porte do mesmo setor recebem capacitação e consultoria para alavancar a produtividade e eficiência nos negócios.

Com o apoio do Siescomet, o PROCOMPI facilitará o acesso ao crédito, acesso a mercados e promoverá mais eficiência dos processos produtivos das esquadrias. Podem participar empresas de toda a Grande São Paulo, capital e região do Grande ABC, participantes do MEI ou Simples Nacional.

“Formatamos um contrato de cooperação com a AFEAL ano passado e estamos desenvolvendo este projeto em conjunto”, explica Domingos Moreira Cordeiro, presidente do Siescomet e diretor do DEMPI – Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp. “É um projeto piloto em São Paulo. São 80 horas de consultoria, para 8 meses de trabalho, que visam capacitar as empresas na área de empreendedorismo, área técnica, produtividade, meio ambiente e vendas”, acrescenta.

Para Alberto Cordeiro, vice-presidente de qualidade da AFEAL, o programa é muito importante para organizar o setor. “O PROCOMPI é uma das ferramentas que apoiamos para aumentar a produtividade nas empresas, fomentar a inovação e reduzir custos. A melhora dos processos produtivos é um importante legado de programas como este, que agregam ainda mais valor à esquadria de alumínio”.

As vagas são limitadas para apenas 25 empresas do setor. Os valores são subsidiados pelo CNI, Sebrae e Siescomet. Para fazer sua inscrição, entre em contato com a AFEAL pelo telefone 11 3392-4742 ou com o Siescomet no 11 3285-0200.

Justiça de São Paulo condena empresas por esquadrias fora de norma

Duas ações civis públicas já foram julgadas e as empresas condenadas a pagar multas que podem chegar a R$ 100 mil

A organização setorial de esquadrias de alumínio está pegando pesado com quem não cumpre as normas técnicas. Duas empresas estão servindo como exemplo do que não deve ser feito no mercado. Isso porque ambas foram processadas por iniciativa do Ministério Público de São Paulo e condenadas a pagar multas altas, além de parar suas fábricas e retirar produtos defeituosos do mercado.

Elas foram acusadas formalmente de fabricar e comercializar esquadrias de alumínio em desacordo à NBR nº 10821-2:2011. A AFEAL – Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio atua nos casos diretamente como assistente do Ministério Público.

De acordo com as provas periciais realizadas nos produtos da primeira empresa em questão, as janelas coletadas não atendem aos principais desempenhos: “cargas uniformemente distribuídas”, “classificação da esquadria” e “estanqueidade à água”. Além de trepidações ruidosas, o risco mais marcante se refere a infiltrações de águas pluviais sob a ação dos ventos, causando ambiente interno úmido e consequentemente danoso à saúde.

Segundo a sentença, a empresa, além de parar de fabricar produtos em desconformidade, deve retirar do mercado todas as peças que não estiverem de acordo com a ABNT, indenizar danos patrimoniais aos consumidores que adquiriram os produtos e divulgar amplamente a decisão nos meios de comunicação. Havendo descumprimento, a empresa paga R$ 10 mil por dia de multa.

No caso da segunda empresa condenada, os laudos dos ensaios em produtos apresentaram deformações diversas, desprendimento e ruptura de vidros e desprendimento de travessas das folhas. Foram constatadas também falhas no que diz respeito ao quesito “cargas uniformemente distribuídas”.

O fabricante também foi condenado a se abster de produzir e comercializar produtos em desconformidade com as normas e a retirar os produtos defeituosos do mercado sob pena de multa diária de R$ 5 mil, além de também indenizar os consumidores por danos patrimoniais e divulgar a decisão condenatória.

Para a advogada da AFEAL, Lígia Armani Michaluart, estas sentenças são marcos no combate à não conformidade.  “Já há algum tempo nós viemos propondo junto ao Ministério Público do Consumidor da Capital – SP pedidos de instauração de inquérito civil contra os fabricantes que vendem produtos em desconformidade com as normas técnicas.  Aqueles que se dispõem a corrigir os erros e passam a oferecer ao consumidor produtos que atendem às normas firmam TACs – Termos de Ajustamento de Conduta (uma modalidade de acordo), obrigando-se ao cumprimento rigoroso das regras, sob pena de pagamento de multa. Já para os que insistem na não conformidade, as Ações Civis Públicas são ajuizadas pelo Ministério Público para que o juiz aplique as penalidades cabíveis”, esclarece.

Os processos aguardam julgamento de recurso pelo Tribunal de Justiça.

A organização setorial é extremamente importante, especialmente quando todos se unem para valorizar o segmento e entregar ao consumidor, seja por meio do varejo ou das construtoras, produtos que propiciem uma ótima experiência, com garantia de conforto e segurança.

Toda a cadeia produtiva do alumínio no PSQ, entenda como

Esquadrias de alumínio: uma série de etapas está envolvida em sua produção. A grande novidade do PSQ de Portas e Janelas de Correr de Alumínio é conseguir fazer com que toda a cadeia produtiva do alumínio se envolva pela qualidade. E quais são os protagonistas deste processo?

As empresas extrusoras (1) produzem perfis  específicos para a fabricação de portas e janelas de correr.

Os sistemistas (2) desenvolvem soluções através de um conjunto de perfis de alumínio e componentes gerando tipologias de portas e janelas de correr.

Os fabricantes de componentes (3) desenvolvem componentes para as tipologias de portas e janelas de correr. Entre eles: elementos de fixação, guarnições, roldanas, fechos e escovas.

Os beneficiadores de perfis (4) são responsáveis pelo acabamento de superfície dos perfis de alumínio (processos de pintura e anodização) que compõem as tipologias de portas e janelas de correr.

Os fabricantes de esquadrias  (5) produzem portas e janelas de correr, integrando todos os componentes e atendendo os requisitos de desempenho estabelecidos nas normas técnicas vigentes.

Os clientes (6) são representados pelo consumidor final, revendas e construtoras.

É a primeira vez que participam no PSQ não apenas os fabricantes de esquadrias, mas também sistemistas, extrusores, beneficiadores de superfície (anodização e/ou pintura) e fabricantes de componentes (roldanas, fechos, parafusos, gaxetas e escovas).

A conformidade dos fabricantes de componentes para esquadrias será verificada em auditorias trimestrais e inadvertidas nas dependências destes fornecedores.

Já a conformidade dos perfis de alumínio e a qualidade do tratamento de superfície serão verificadas a partir de amostras coletadas nas unidades fabris dos fabricantes de esquadrias de alumínio – locais em que também serão coletadas amostras para os ensaios laboratoriais das esquadrias.

A avaliação dos fabricantes de componentes permitirá o acesso aos fabricantes de esquadrias participantes do Programa Setorial da Qualidade à relação de quais fornecedores dispõem de componentes que possibilitarão a fabricação de esquadrias de alumínio com durabilidade e em conformidade às normas técnicas de referência do PSQ.

É importante lembrar que apenas os fabricantes de esquadrias de alumínio (produtos-alvo do PSQ) serão divulgados nos Relatórios Setoriais e no site do PBQPH.